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Escola de Comunicação da UFRJ

Google rejeita pedido de censura do governo australiano.

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google-china-20100126134640Apesar dos diversos protestos feitos pelos australianos contra a censura da internet no país, o governo local insistiu e fez uma solicitação a Google para que um sistema de censura de buscas, semelhante ao feito na China, fosse implantado no país. Contrariando as expectativas do ministro da comunicação Stephen Conroy, a Google se recusou a tomar tal atitude.

O governo australiano tem se preparado para implementar uma nova legislação, que tem intenção de forçar os provedores de internet a bloquearem uma série de sites considerados impróprios, com o intuito de combater a pornografia e o cibercrime, explica o site Telegraph.co.uk . Entretanto, se a Google aceitasse o pedido do governo, bloquearia também acesso a vídeos politicamente controversos, mas inofensivos, apesar de considerados ‘impróprios’.

Em entrevista ao Sydney Morning Herald , um porta-voz da Google explicou que a classificação de itens “impróprios” feita pelo governo australiano é muito abrangente: “Ela limita acesso a materiais que constituam crime, desde grafitti até crimes politicamente controversos, como eutanásia, e a exposição de tais tópicos em um debate público é vital para a democracia”, defendeu, explicando que a política de sites como o YouTube, por exemplo, já proíbe certos tipos de vídeos considerados realmente impróprios, como aqueles que contenham sexo explícito, violência ou pornografia infantil. Curiosamente, a proposta de lei conta com o apoio de 80% dos cidadãos australianos, mas tem sido fortemente contestada por uma nada silenciosa minoria.

Caso a lei seja aprovada, a empresa se vê forçada a levar a ‘censura’ a termo. “Quando recebermos um requerimento legal válido, como uma ordem judicial para remover um conteúdo que viola as leis locais, iremos conferir se o pedido é efetivamente compatível com a lei em questão, e iremos removê-lo, acaso existam numerosos pedidos.”, esclareceu um porta-voz do Google em entrevista ao site Information Week.

Fonte: Jornal Tecnologia

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